Entenda melhor como é feita a punção de tireoide

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A tireoide é uma glândula localizada na base da garganta que produz, guarda e libera os hormônios T3 e T4, que comandam diversas funções no organismo humano. Por isso, problemas na tireoide podem causar uma série de sintomas, muitas vezes confundidos com outras doenças.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), as doenças que atingem a tireoide afetam aproximadamente 300 milhões de pessoas em todo o mundo. As doenças da tireoide são mais frequentes em mulheres e pessoas idosas.

Várias doenças afetam a tireoide, desde seu funcionamento irregular na liberação dos hormônios até o surgimento de nódulos ou cistos, que podem ser malignos, ocasionando assim o câncer de tireoide. De acordo com dados de pesquisas recentes, cerca de metade das pessoas com mais de 40 anos tem algum tipo de nódulo na tireoide. Os nódulos geralmente são descobertos por meio de exames de rotina, como a ultrassonografia. Quando isso acontece, o médico pode solicitar uma biópsia para avaliar se o nódulo é maligno ou benigno.

Com o avanço da medicina, já é possível realizar uma biópsia da tireoide de forma menos invasiva, em clínicas de imagem ou em ambulatórios. O procedimento mais utilizado hoje é a Punção Aspirativa com Agulha Fina – PAAF, feita na Clínica Cavallieri. A agulha utilizada é fina, semelhante àquelas que são usadas para aplicação de insulina. Antes da punção, o médico utiliza o ultrassom para localizar o nódulo, o que aumenta a precisão do exame. Em seguida, a agulha aspira uma pequena quantidade de tecido para a biópsia propriamente dita. A ultrassonografia é muito útil, pois permite o cálculo do volume da tireoide, o contorno, a textura, além de identificar a presença de lesões (cistos ou nódulos).

Outro recurso muito útil da medicina de diagnóstico por imagem é a ultrassonografia com doppler que ajuda o médico a identificar problemas nos vasos sanguíneos. No caso da tireoide é especialmente importante, pois auxilia o médico a avaliar quais nódulos são mais suspeitos quando o paciente possui mais de um. Estatisticamente, os nódulos mais vascularizados são potencialmente mais suspeitos devendo ser incluídos nas punções.

Quando o médico identifica o nódulo suspeito, é possível estabelecer o melhor ângulo para fazer a punção. Para isso é utilizado um guia eletrônico do equipamento e dessa forma elege-se a menor distância entre a pele e o nódulo, evitando-se puncionar os vasos sanguíneos adjacentes. Ao término do procedimento, o material retirado é enviado para um laboratório, que vai analisar o tecido para dizer se há presença de células cancerígenas ou não.

Estima-se que, dentre todos os casos de nódulos tiroidianos, apenas 5% são malignos. Em geral, nos casos de câncer de tireoide, depois do tratamento, o prognóstico é positivo. Cerca de 90% dos casos são curados e apenas 3% acabam passando pelo processo de reincidência.