Novos medicamentos podem ajudar no tratamento da hepatite C

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Uma doença crônica que evolui de forma lenta e silenciosa, danificando o fígado e que pode causar a cirrose hepática. Essa é a hepatite C, uma enfermidade que na maioria dos casos é descoberta apenas em seu estágio mais avançado, dificultando o tratamento e colocando em risco a vida do paciente.

Segundo informações do Ministério da Saúde, cerca de 1,5% da população brasileira sofre com a hepatite C e a faixa etária mais atingida pela enfermidade é a de nascidos entre 1945 e 1965, ou seja, maiores de 50 anos. Dados que preocupam os especialistas e que chamam a atenção das autoridades.

Recentemente, o combate dessa grave doença ganhou um aliado de peso. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, liberou uma nova droga que pode deter ou tornar mais lenta a progressão da hepatite C: o Viekira Pak. O medicamento se junta ao Daclatasvir, Simeprevir e Sofosbuvir, drogas que também são utilizadas no tratamento da doença.

De acordo com especialistas, o uso dos medicamentos no tratamento varia de acordo com o estágio da doença nos pacientes. Essas drogas atuam diretamente nas regiões atingidas pela hepatite C, inibindo o seu desenvolvimento e multiplicação, deixando o tratamento mais potente e com menos efeitos colaterais.

Os primeiros dados apontam melhora em cerca de 90% dos casos, contra 40% dos tratamentos anteriores. Até o final da última década, a hepatite C era tratada apenas com interferon injetável e ribavirina, tratamento que durava 48 semanas. Com as novas drogas, doença pode ser enfrentada em apenas 12 semanas.

Transmissão

A hepatite C é causada pelo vírus C e sua transmissão acontece, entre outras maneiras, através de transfusão de sangue, compartilhamento de material para o uso de drogas, objetos de higiene pessoa, como lâmias de barbear e depilar, alicates de unha, agulhas para tatuagem e colocação de piercing.

Diagnostico

A hepatite C pode ser diagnostica através de exames laboratoriais que avaliam a função hepática e exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e colangiografia endoscópica. Para saber o estágio da doença é necessária a realização da biópsia hepática.